domingo, 26 de agosto de 2012

Porque as mulheres odeiam homens com barba.



Essa é uma descoberta que talvez não agrade Brad Pitt: as mulheres não acham barbas atrativas.

De acordo com um estudo, homens receberam avaliações melhores quando estavam de barba feita. Estar com a barba grande também os fazia parecer mais velhos e agressivos.

Mas há uma boa notícia para aqueles que gostam de manter os pelos faciais – ter uma barba implica em respeito, principalmente de outros homens.

Nos últimos anos, Johnny Depp, Keanu Reeves e até David Beckham e o Príncipe William apareceram com a barba por fazer.

A ciência nos dá várias teorias sobre o porquê da existência das barbas, desde a proteção da delicada pele facial do sol até utilidade em brigas.

Já foi sugerido até que a barba é sinal de um bom sistema imunológico. A teoria diz que parasitas portadores de doenças não conseguem passar pelos pelos, o que impede o homem de ficar doente e dá uma impressão de boa saúde.

Supostamente, as mulheres deveriam se sentir atraídas por homens fortes e saudáveis. Estudos anteriores, no entanto, já haviam demonstrado que a barba gera resultados confusos. Por isso, cientistas da Nova Zelândia e do Canadá decidiram conduzir um novo estudo.

Eles usaram 19 homens com barbas grandes – definidas por seis semanas sem barbear – que concordaram em serem fotografados com uma expressão normal e outra agressiva. As barbas foram então barbeadas e os homens foram fotografados novamente.

As fotos foram mostradas para mais de 200 mulheres, que fizeram suas avaliações de atratividade. No fim, elas classificaram os homens com a barba feita como mais atraentes.

Quando os cientistas perguntaram a opinião de outros homens, eles disseram que os barbados pareciam mais velhos e agressivos.

Ambos os sexos concordaram que a barba impõe mais respeito. Os resultados indicam que os pelos enviam um sinal de masculinidade para outros homens, mas têm pouco efeito sobre as mulheres.

O pesquisador Paul Vasey, da Universidade de Lethbridge, no Canadá, afirma que os resultados são mais interessantes por incluírem homens de culturas diferentes – pessoas da Nova Zelândia e de Samoa participaram da pesquisa.

Enquanto as mulheres da Nova Zelândia provavelmente foram influenciadas pela moda, filmes, revistas e propagandas, as de Samoa provavelmente não tiveram a mesma influência, pois lá o acesso à internet é escasso.

“É difícil saber o que as mulheres querem. É quase como se elas preferissem um homem que pudesse crescer uma barba, mas que não deixa isso acontecer”, afiram o psicólogo Nick Neave, da Universidade de Northumbria.


Fonte: http://hypescience.com



Porque mulheres entram em menopausa?


A menopausa é um tópico relativamente comum hoje em dia, e com certeza não são muitas as pessoas que pensam sobre o que ela significa evolutivamente.

Mas essa questão intriga os cientistas: porque as mulheres simplesmente perdem a capacidade de se reproduzir com cerca de 50 anos de idade?

Pesquisadores da Finlândia e do Reino Unido sugerem que as mulheres perdem a capacidade de se reproduzir aproximadamente ao mesmo tempo em que seus filhos começam a compor famílias porque uma “competição de recursos” entre as duas famílias não seria saudável.

No passado, a competição por recursos – como tempo, alimentação e ajuda para cuidar dos filhos – entre gerações vivendo sob o mesmo teto pode ter sido um fator chave na evolução da “teoria da menopausa”.

De certa forma, os humanos podem ter evoluído a fim de diminuir a competição entre as gerações de mulheres reproduzindo em uma família, aumentando as chances de sobrevivência das crianças.

Competição x sobrevivência

Usando dados de 200 anos obtidos a partir de registros mantidos pela Igreja Luterana da Finlândia entre 1702 e 1908, os pesquisadores descobriram que, além dos 51 anos, os aspectos negativos superam os positivos quanto à reprodução para as mulheres.

Na verdade, mais frequentemente durante este período de tempo, mães e noras viviam sob o mesmo teto e compartilhavam os mesmos recursos. Filhas, no entanto, geralmente se casavam e se mudavam para morar com o marido e sua família.

Crianças nascidas de mulher mais velha grávida ao mesmo tempo que a nora eram 50% menos propensas a sobreviver além dos 15 anos de idade. Também, as crianças nascidas de mulheres mais jovens grávidas ao mesmo tempo que uma sogra eram 66% menos propensas a sobreviver à adolescência. Gravidezes simultâneas entre mães e filhas não tiveram efeito significativo na sobrevivência infantil.

Como conclusão, os pesquisadores sugerem que a competição por recursos pode explicar a menopausa. A favor da sobrevivência da prole da família, mulheres mais velhas ficam “impedidas” de engravidar.

Combinação de fatores

Porém, esse pode não ser o único motivo. Os pesquisadores acreditam que só 200 anos na Finlândia não representam bem as condições em que a menopausa pode ter evoluído.

Outros fatores que podem explicar o porquê da menopausa é a “hipótese da mãe”, que diz que, conforme as mulheres envelhecem, elas são mais propensas a sofrer de complicações no parto e menos propensas a sobreviver tempo suficiente para criar uma criança até sua independência, e a “hipótese da avó”, que diz que, já que a gravidez tardia é tão perigosa e pouco proveitosa, uma mulher pode se beneficiar mais renunciando a gestações futuras para ajudar a aumentar o sucesso reprodutivo de seus filhos existentes.

“Nenhuma dessas hipóteses faz sentido sozinhas, mas juntas elas começam a explicar o padrão que vemos na natureza”, disse Virpi Lummaa, biólogo evolucionário da Universidade de Sheffield (Inglaterra) e autor do estudo.

Será que também dá para explicar porque a menopausa tem que ser tão desconfortável?


Fonte: http://hypescience.com



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

8 dicas de dermatologistas para ter uma pele mais jovem.





Não param de surgir produtos no mercado, cada vez mais caros, para melhorar sua pele, combater o envelhecimento, prevenir ou combater rugas, acne ou outros problemas.

Só que não adianta ter um arsenal de cremes se você não souber aproveitá-los. “As pessoas muitas vezes pensam que quanto mais caro um produto, mais eficaz ele será”, disse a dermatologista americana Susan C. Taylor. “Isso não é sempre o caso. As pessoas precisam fazer compras inteligentes, já que há produtos muito eficazes a preços acessíveis”.

E não basta apenas comprar cremes de qualidade. Existem maneiras corretas de aplicá-los, e dicas que você deve seguir, como estar com a pele limpa e fazer movimentos suaves. Os especialistas andam se preocupando cada vez mais com isso, tanto que a Academia Americana de Dermatologia até lançou um vídeo do passo a passo para aplicar cremes no rosto da maneira correta.

A Dra. Taylor também dá suas dicas para obter o máximo de resultado na pele. Confira:

1 – USE PROTETOR SOLAR

Essa dica preciosa é antiga, mas de fato é a que faz mais diferença. A expressão fotoenvelhecimento é usada hoje em dia para caracterizar alterações causadas pelo sol em nossa pele, como rugas, manchas, asperezas, etc. Ou seja, o engrossamento e enrugamento gradual da pele por conta da exposição solar. Não sei se você sabia disso, mas nem sempre é o processo de envelhecer em si que altera nossa pele. O processo que mais a danifica é o sol! Ele pode ser o responsável pela aparência “velha” de uma pele, e pode deixar alguém parecendo ter bem mais idade do que realmente tem.

Então, use protetor solar todos os dias, porque os raios solares podem acelerar os sinais de envelhecimento. Use um hidratante facial com filtro solar de proteção de pelo menos 30. Certifique-se de aplicá-lo por toda a pele que não está coberta pela roupa.

2 – NÃO SE BRONZEIE

Não existe bronzeado seguro. Seja no sol ou nas câmaras de bronzeamento, você estará exposto a raios ultravioletas prejudiciais, que não só podem acelerar o envelhecimento, como podem causar câncer de pele. Tanto que, no Brasil, há mais de dois anos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe o uso de câmaras de bronzeamento artificial. Isso porque, de acordo com um estudo da Agência Internacional para Pesquisas sobre Câncer, fazer uso desta máquina aumenta em 75% as chances de melanoma, o mais grave entre os tipos de câncer de pele, pois é sempre maligno. O UVA, tipo de raio ultravioleta que nos atinge o ano todo de forma constante, está presente nessas câmaras muitas vezes em doses mais altas do que na radiação proveniente do sol, sendo que é o principal causador do fotoenvelhecimento.

3 – HIDRATE-SE

Hidratar-se, mesmo usando faixas umedecidas com água na pele, pode ajudar a reduzir o aparecimento de algumas linhas finas e tornar a sua pele mais brilhante e jovem.

4 – TESTE OS PRODUTOS ANTES DE USÁ-LOS

Você deve testar qualquer produto antes de comprá-lo ou usá-lo, até mesmo os rotulados de “hipoalergênicos”. Para testar, aplique uma pequena quantidade do produto no antebraço interior duas vezes por dia durante quatro a cinco dias. Se você não tiver uma reação, é provavelmente seguro aplicá-lo em seu rosto. Tenha paciência, pois esse procedimento é importante. Já imaginou ter alguma reação no rosto inteiro? O oposto do que você desejava quanto adquiriu o produto.

5 – USE O PRODUTO CONFORME INDICAÇÃO

Ninguém costuma ler as embalagens ou instruções de produtos, mas eles merecem essa atenção, especialmente os que vão no seu rosto. Os ingredientes ativos dos cremes podem fazer mais mal do que bem quando são muito usados. Aplicar mais do que o indicado pode causar obstrução dos poros, manchas e outros efeitos indesejados.

6 – NÃO USE PRODUTOS QUE IRRITAM A PELE

Tem gente que acha que, porque a pele está queimando ou pinicando, ou qualquer outra coisa, é porque o produto está funcionando. Essa ideia é errada! Pare de usar produtos que irritam a pele dessa forma, a não ser que forem prescritos por um dermatologista. Irritar a pele faz com que os sinais de envelhecimento fiquem mais perceptíveis.

7 – LIMITE O NÚMERO DE PRODUTOS QUE USA

Usar muitos produtos em sua pele, especialmente mais de um produto antienvelhecimento, tende a irritá-la. É como o item acima diz: isso faz com que os sinais de envelhecimento fiquem mais perceptíveis, portanto, tem o efeito contrário do desejado.

8 – TENHA PACIÊNCIA

“É muito importante que as pessoas deem um tempo para que o produto funcione. Enquanto um hidratante pode imediatamente melhorar certos aspectos, a maioria dos produtos precisa de pelo menos seis semanas para trabalhar na pele”, explica a Dra. Taylor. “Consulte um dermatologista se depois de seguir essas dicas você ainda não vê os resultados esperados”, conclui.

É, é muito importante cuidar da pele sim. Pela saúde, em primeiro lugar, mas também porque estudos mostram que uma pele bonita é mais importante do que o rosto para tornar alguém atraente. Já imaginou?


Fonte: http://hypescience.com


Quantos quilos pesa a internet?

A internet pesa o mesmo que 25 mil torres Sears



A resposta a essa insólita pergunta é: aproximadamente 498.438.559.990 (quase meio bilhão) de quilos. Como chegar a este resultado? Multiplicando e somando, é claro! Aproximadamente 570.937.778 computadores estão conectados à internet, com um peso médio de 40 quilos por máquina, incluindo o monitor, CPU, impressora e toda a parafernália – o cálculo não levou muito em conta os notebooks ou netbooks, mas vamos continuar, já que muitas máquinas têm impressoras pesadas ligadas a elas, o que praticamente anula a diferença. Só essas máquinas já somam 22.837.511.120 Kg.

Estima-se que existam 175.480.931 servidores de internet em todo o mundo, que somam 1.754.809.310 de quilos. Um dos poucos dados sobre o peso dos cabos que formam a internet mostra que o cabo intercontinental que liga os Estados Unidos à França, Holanda, Alemanha, Dinamarca e Reino Unido pesa 87.000.000 de quilos.

» Faculdade Gratis pela Internet

Se você achou que deixaríamos os brinquedos menores de fora, se enganou: já foram vendidos aproximadamente 42 milhões de iPhones em todo o mundo, e todos são conectados à internet. Juntos, estes pequenos aparelhos somam proximadamente 6 milhões de quilos. O Blackberry, “irmão” do iPhone, já teve 50 milhões de unidades vendidas – somando mais 6.800.000 quilos ao nosso cálculo.

Atualmente, existem cerca de 287.524 vírus de computador. Eles não pesam nada, mas incomodam tanto a nossa vida que achamos que mereciam ao menos uma menção no cálculo. Assim como os vírus, os sites são uma parte importante da vida online – mas quase não têm peso. Eles são constituídos de impulsos elétricos e memória magnética, e as mais de 85 bilhões de páginas da internet não chegam nem a pesar 100 gramas.

Ufa! Somando todos estes dados, chegamos ao resultado final de 498.438.559.990 quilos — talvez um pouco mais. Ela pesa mais ou menos 25 mil torres Sears, prédio construído em Chicago, nos Estados Unidos, que tem 110 andares e 445 metros de altura. É, meus amigos, a internet é pesada, e a sua constituição vai muito além do que imaginamos![Crave via Gizmodo]

» O inventor da internet se arrepende de ter destruido tantas árvores


Fonte: http://hypescience.com




INTERNET foi ‘inventada’ em 1934?



A internet – o conceito de internet, claro, não a World Wide Web (WWW) como a conhecemos e utilizamos – parece ter sido inventada há quase um século, em 1934, pelo belga Paul Otlet. A ideia do sujeito era conectar o mundo com os fios e ondas de rádio para mais do que apenas novelas e falação de radialistas. Digamos que sites como Wikipédia e Google estavam na cabeça dele, já naquele tempo.

Na imaginação do inventor, a internet seria usada para conectar o mundo a uma grande livraria, e as informações e páginas seriam passadas através de ondas de rádio, pelos fios. Isso substituiria a necessidade do livro físico – que é o que nossos sites, tablets e iPods fundamentalmente fazem.

Obviamente o que usamos é um tanto diferente, tendo como origem mais direta um grupo de cientistas que trabalhava para o exército americano durante a década de 60.

A lembrança do visionário Otlet veio no último Festival Mundial da Ciência, em Nova York. Outra discussão interessante foi a comparação entre a inteligência do Google e um rato, feita pelos cientistas Yann LeCun e Josh Tenenbaum.

Apesar de todo o crédito dado ao site de pesquisas e à própria internet, nós não estamos nem perto de uma “inteligência artificial”. Isso porque nossa tecnologia ainda não é capaz de pensar (bem) por conta própria, nem compreender, e sim apenas fazer o que é programada, por comandos de teclas ou de voz.

De acordo com os pesquisadores, mesmo o nosso mais poderoso supercomputador tem a inteligência próxima a de um inseto. Estamos ainda bem longe dos ratos.

Mesmo robôs equipados com aparatos de reflexão ainda não são confiáveis. Eventualmente o seu sistema de inteligência artificial acaba se mostrando falho. Os pesquisadores comentaram o exemplo de um robô treinado para identificar objetos ao seu redor. Mas volta e meia ele classificava um ser humano como uma árvore.

Para finalizar, eles compararam a grandeza do cérebro humano com os nossos computadores mais modernos. Nossa “máquina” faria cerca de um quintilhão de operações a cada segundo. Para que você consiga visualizar esse número: 1,000,000,000,000,000,000.

Os palestrantes afirmaram que, da maneira como estamos evoluindo hoje, talvez tenhamos computadores com essa capacidade entre 30 e 100 anos.


Fonte: http://hypescience.com


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Como modificar seu cérebro por vontade própria.






Será que o vício em cigarro acontece exclusivamente por dependência química à nicotina? Ou é o cérebro quem se acostuma a responder com relaxamento e bem-estar ao ato de jogar fumaça para dentro dos pulmões?

Uma neurologista norte-americana, Charlotte Tomaino, se dedicou a investigar a segunda opção: como o cérebro pode ser “moldado”, ao longo dos anos, devido à repetição de hábitos de vida?

Como resultado de mais de 30 anos de extensas pesquisas neste campo, escreveu o livro “Awakening the brain” (expressão em inglês para “acordando o cérebro”, embora ainda não haja uma versão em português da obra), no qual explora a maneira como podemos manipular, até certo ponto, a forma como nosso cérebro funciona. É a neuroplasticidade.

Massa de modelar

A neurologista explica que o funcionamento interior de cérebro, com trilhões de conexões neurais, está em constante mudança. Obviamente, não controlamos a maior parte dessas alterações: o cérebro age “por si mesmo”.

Mas Charlotte explica que podemos impor nós mesmos um limite ao livre arbítrio do cérebro, e programá-lo para trabalhar de determinada forma em várias situações. O método para forjar o cérebro é simples: repetição das mesmas atitudes que resultem na mesma resposta corporal, ou seja, criar hábitos.

Colocando em termos práticos: por que é tão difícil seguir adiante com aquele entusiasmo inicial de fazer exercícios na academia diariamente? A neuroplasticidade explica.

Como o cérebro de um sedentário não está acostumado às alterações corporais decorrentes da atividade, ele precisa ser moldado. Durante este período, a pessoa determinada a não largar a academia precisa de força redobrada, até ser lapidada mentalmente.

Quando isso acontece, os papéis se invertem: fazer exercícios se torna um vício, tal como o cigarro, e o corpo fica incomodado justamente se não se movimentar. O cérebro, nesse ponto, já se acostumou a usufruir os benefícios da liberação de endorfina no corpo, e responde conforme esta necessidade. Desta forma, a neuroplasticidade é válida para vícios bons e ruins.

Oito ou oitenta

O cérebro é um órgão que se atualiza mais constantemente do que imaginamos. Sempre é tempo de adquirir um novo hábito (que pode exigir mais ou menos força de vontade) e incluir este procedimento na “lista de tarefas” do cérebro.

Da mesma forma que pode-se moldar, contudo, pode-se “desmoldar” conforme você o programa. Da mesma forma que se adquire um novo hábito, pode-se perder. Utilizando mais uma vez o exemplo do exercício físico: não adianta você ter sido um atleta regular até os 25 anos de idade. Se tiver caído no sedentarismo logo depois, vai sofrer como alguém que jamais se exercitou se quiser voltar à ativa depois dos cinquenta.

Nossa mente tende sempre a descartar gradativamente (até chegar ao zero) tudo aquilo que não está sendo usado, e fica apenas com o que é corrente, atual. Assim, o cérebro de um sedentário de 50 anos mal vai “lembrar” da época em que aquele corpo estava em forma. Mais um exemplo de como a neuroplasticidade atua para o bem e para o mal.


Fonte: http://hypescience.com


Peter Higgs não tem ideia para que serve seu bóson.






Diante de tanta comoção com a descoberta da Partícula de Deus, muita gente deve ter se perguntado para que, afinal, ela serve (além, é claro, de completar o Modelo Padrão da Física). Questionado sobre aplicações práticas, o próprio Peter Higgs, autor da teoria por trás da partícula, confessou que “não faz ideia”.

Em entrevista recente, divulgada pelo The Telegraph UK, ele explicou que a partícula só aparece por um tempo ínfimo (“um milionésimo de milionésimo (…) de milionésimo de segundo”) e que “já é difícil usar partículas com tempo de vida maior”.

Por outro lado, seu colega Alan Walker, da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Edinburgh (Escócia), lembra que houve uma incerteza semelhante logo após a descoberta do elétron. Em outras palavras, ainda é cedo para pensar em aplicações práticas para o célebre Bóson de Higgs, cuja existência havia sido proposta há quase 50 anos.


Fonte: http://hypescience.com


Porque fazer orçamento antes de comprar não dá certo.



Essa parece vinda da série “anticonselhos”, mas, na verdade, pode lhe fazer um grande favor, e um que você vai amar: economizar dinheiro.

Você provavelmente nunca sonhou em ouvir que, quando você quer comprar algo, é melhor não fazer orçamento, ou seja, não comparar preços.

O quê?

Isso mesmo. Segundo um novo estudo de Jeffrey Larson, da Universidade Brigham Young (EUA) e Ryan Hamilton, da Universidade Emory (EUA), publicado no periódico Journal of Marketing Research, ao fazer compras – de uma caneta até um novo televisor -, os consumidores que definem um gasto máximo gastam mais do que os não fazem isso.

Ou seja, fazer um orçamento – impor um limite de gastos – nem sempre lhe faz economizar dinheiro, mas sim faz você pagar mais caro pelas coisas.

A ciência provou a ideia em um experimento: dois grupos de consumidores tinham que comprar canetas. A metade que tinha um orçamento no geral pagou mais caro nas canetas do que a metade que não estabeleceu um limite de gastos.

Em números, 60% dos que tinham um orçamento gastaram mais de 99 centavos de dólares (cerca de R$ 2) no produto, contra 38% dos que não tinham um orçamento.

Por quê? Segundo os cientistas, quando as pessoas definem um orçamento, elas tendem a se concentrar em uma faixa mais estreita de produtos. Sendo assim, pequenas diferenças parecem maiores, e isso pode resultar em aumento dos gastos.

Quando você não tem um orçamento definido, analisa mais as qualidades gerais dos produtos, e acaba julgando melhor o que está disposto a gastar por ele, e isso, sim, pode resultar em menos gastos.

A dica então é: escolher um produto e olhar para uma ampla gama de atributos, em vez de se concentrar em definir um preço máximo para ele. Por exemplo, ao procurar por uma televisão de 42 polegadas, se concentre em todas as TVs de 42 polegadas em vez de apenas aquelas que se enquadram na sua faixa de preço. A ciência garante: isso pode lhe economizar um dinheirinho.


Fonte: http://hypescience.com


Filmes tristes deixam você mais feliz.






Se você gosta de filmes como “Titanic”, saiba que um novo estudo afirma que esse tipo de drama na verdade deixa as pessoas mais felizes.

Os pesquisadores descobriram que assistir a uma “tragédia” faz você pensar sobre suas relações mais próximas, o que dispara a felicidade. Parece que ver uma história triste traz a atenção para os aspectos positivos da vida.

“Histórias trágicas geralmente focam em temas como o amor eterno, por isso os espectadores pensam em seus amados”, afirma a líder do estudo, Silvia Knobloch-Westerwick.

Mas cuidado: quando você ver a história de Jack e Rose, por exemplo, se você pensar coisas do tipo “ah, minha vida não é tão ruim quanto a deles”, nenhum aumento na felicidade é registrado.

O estudo envolveu 361 estudantes de faculdade que assistiram a uma versão menor do filme “Desejo e Reparação”, de 2007, que mostra dois amantes que são separados e morrem devido a uma guerra.

Antes e depois de ver o filme, os pesquisadores fizeram uma série de pergunta aos voluntários, para calcular o quão felizes estavam com suas vidas. Durante o filme eles também foram questionados três vezes sobre diversas emoções, incluindo a tristeza.

Após a exibição, os estudantes avaliaram o quanto gostaram do filme e como ele os levou a refletir sobre si mesmos, os objetivos, os relacionamentos e a vida em geral.

Aqueles que reportaram mais tristeza durante o filme também acabaram comentando mais sobre suas relações pessoais, o que aumentava a felicidade. “Isso pode ajudar a explicar porque os dramas são tão populares entre as audiências, mesmo que gerem tanta tristeza”, afirma Knobloch-Westerwick.

Os pesquisadores também testaram a teoria de que as pessoas sentem-se mais felizes após o filme porque se comparam com os personagens e percebem que suas vidas não são tão ruins. Mas esse não foi o caso.

As pessoas que pensaram esse tipo de coisa – ao invés de de pensar nos seus relacionamentos – não experimentaram um aumento na felicidade.

Knobloch-Westerwick comenta que a pesquisa se encaixa no ramo da psicologia que sugere que os “estados de espírito” mais negativos fazem as pessoas pensarem mais. “Emoções negativas, como a tristeza, fazem você pensar mais criticamente sobre sua situação. Por isso ver um filme triste faz você apreciar mais suas relações”.

Ela finaliza dizendo que pesquisas mostram que os relacionamentos são a maior fonte de alegria em nossas vidas, por isso não é surpreendente que pensar nos que amamos nos faça mais feliz.


Fonte: http://hypescience.com


A cor azul deixa você mais feliz.



Pesquisadores expuseram um grupo de voluntários a uma variedade de cores e luzes. Eles descobriram que o azul e o verde fizeram que os homens se sentissem mais felizes; enquanto o azul, lilás e laranja fizeram o mesmo com as mulheres.

Azul e vermelho aumentaram os níveis de confiança entre os homens, o azul e o lilás foram as melhores cores neste ponto para as mulheres, descobriu o estudo.

O estudo — que foi realizado pelo grupo de pesquisadores científicos The Mind Lab para engenheiros químicos da Universidade de Boots, no Reino Unido — descobriu que a exposição a cores claras trouxe benefícios em geral.

Voluntários expostos à cores completaram testes mentais com até 25% maior velocidade. O tempo de reação foi até 12% maior, a coordenação de olhos e mão, juntamente com a habilidade de lembrar uma lista de palavras, também melhorou.

A força na mão dos voluntários também foi maior entre aqueles que viam cores claras.

O Dr. David Lewis, um fundador do The Mind Lab, disse que “Dias de inverno sombrios podem ter efeitos seriamente negativos na psique. Quanto mais cinza é o clima, maior é o risco de ficarmos para baixo. Este estudo mostrou que simplesmente introduzindo mais cores nas nossas vidas, neste período do ano [inverno no hemisfério norte], ajudaremos a expulsar a tristeza do inverno.”


Fonte: http://hypescience.com


Feliz morte! Você é mais propenso a morrer no seu aniversário.






No dia do seu aniversário, você é mais propenso a receber cartões, felicitações, ligações, abraços e… a morrer.

O aumento do risco não é tão enorme, mas é suficiente para preocupar: temos 14% mais chances de morrer no dia da nossa comemoração de idade. Talvez porque nos lembramos de quantos anos estamos fazendo. Para pessoas com mais de 60 anos, o risco é ainda maior: 18%.

O estudo, liderado pelo Dr. Vladeta Ajdacic-Gross, epidemiologista do Instituto de Medicina Social e Preventiva da Universidade de Zurique (Suíça), e publicado no periódico Annals of Epidemiology, analisou dados de 2,4 milhões de suíços entre 1969 e 2008.

“Ficamos surpresos que os nossos resultados se aplicaram a causas específicas de morte”, disse Ajdacic-Gross. As causas específicas de morte associadas com o dia do aniversário foram:

  • Causas violentas, como suicídios e quedas;
  • Derrames;
  • Mortes cardiovasculares;
  • Câncer.

Os homens eram mais propensos a ter uma morte violenta em seu aniversário – as chances de suicídios aumentaram para quase 35%, as chances de ser vítima de acidente aumentaram quase 29% e as chances de quedas mortais aumentaram 44% nos aniversários. Curiosamente, o número de quedas começou a aumentar cerca de quatro dias antes da data.

Já as mulheres eram mais propensas a morrer de causas naturais – elas têm um risco quase 22% maior de mortes relacionadas a derrame e 19% maior de mortes relacionadas a eventos cardíacos em seu aniversário.

Para homens e mulheres, o risco de morrer de câncer aumenta em 10,8% nos aniversários – e as mortes por câncer também parecem ser mais comuns nos dias imediatos ao aniversário, algo inédito até então, pois a tendência não foi vista com nenhuma outra causa de morte.

Feliz aniversário! Só que não

O que você deve estar se perguntando – assim como eu fiz quando me deparei com isso pela primeira vez – é porque as pessoas têm mais chances de morrer no seu próprio aniversário.

Advinha? Os cientistas não sabem. “Nós só podemos especular sobre as razões para as mortes adicionais em aniversários”, destaca Ajdacic-Gross.

Sendo assim, os pesquisadores suspeitam que “estresse do aniversário” em pessoas mais velhas pode desempenhar um papel no salto em mortes por derrame e doenças cardíacas, por exemplo. Outros estudos sugerem que o álcool pode ser uma razão por trás do aumento nos suicídios e talvez quedas durante comemorações.

O psicólogo Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire (Reino Unido), sugere ainda mais duas possibilidades para a relação. Uma delas é que as pessoas já não comem muito bem (de forma saudável), e acabam comendo mais ainda no aniversário; essas “mordidas extras” se tornam fatais. Outra sugestão é um efeito placebo. Pessoas que já estão nos seus limites “aguentam” até o aniversário para passar por esse dia mais uma vez, e depois morrem.

Seja como for, essa é uma boa razão para não se sentir tão feliz no dia do seu aniversário: porque você pode morrer, e nem sabemos por quê.


Fonte: http://hypescience.com


Desemprego é uma das experiências mais devastadoras para a mente.



Estar sem um emprego é uma das piores coisas que pode acontecer a qualquer um. Ser desempregado significa depender dos outros, e leva ao medo de ficar sem um teto, sem comida, sem vida social, sem “nada”.

E tal medo de ficar sem nada não poderia ser outra coisa a não ser uma experiência devastadora para as pessoas.

Apesar do Brasil estar vivendo um momento bom economicamente – segundo o IBGE, o desemprego brasileiro caiu para 5,8% em maio desse ano, o menor índice desde 2002, quando iniciou-se essa série histórica – e o brasileiro médio viver feliz, sem medo do desemprego (o Índice de Medo de Desemprego, medido trimestralmente, teve uma redução de 3,9% em março em comparação à dezembro do ano passado; o receio de ficar desempregado vêm diminuindo no país), não podemos nos esquecer de milhares de pessoas que estão atualmente à procura de um trabalho.

Uma pesquisa de 2005 concluiu que os trabalhadores desempregados engajados ativamente na procura de um trabalho são mais propensos a ter pior saúde mental.

Segundo os psicólogos, por conta de tal experiência, essas pessoas podem sofrer consequências mentais por um longo tempo.
Entre os males do desemprego na saúde física e mental, os especialistas apontam: depressão, maus hábitos alimentares (comer demais por ansiedade, comer mal), estresse, ansiedade, irritabilidade, pensamentos negativos, insônia (más noites de sono), fatiga, letargia, dores no corpo, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares.

Ninguém ainda provou uma relação causal entre desemprego e danos ao coração, mas uma pesquisa da Universidade Harvard (EUA), por exemplo, mostrou que perder o emprego pode aumentar de 50 a 80% as chances de desenvolver alguma doença como hipertensão, problemas cardiovasculares, derrame e diabetes.

Outras pesquisas indicam que os desempregados têm duas vezes mais chances de ter um grande episódio depressivo, além de risco maior de cometer suicídio. O desemprego também é bastante relacionado à violência doméstica e ao abuso do álcool.

Mais estudos sugerem que homens com filhos tendem a ver o desemprego como uma derrota mais do que as mulheres com filhos, talvez porque elas são mais propensas a ver a falta de um trabalho como uma oportunidade de passar mais tempo com a família.

Além de tudo isso, os relacionamentos pessoais podem sofrer pressão resultante do desemprego, como preocupações
financeiras em uma família. Entretanto, as taxas de divórcio são mais baixas entre os desempregados. Pesquisadores especulam que seja mais difícil para as pessoas fazer grandes decisões, como se mudar ou vender uma casa, enquanto procuram por emprego.

Ainda no plano emocional, o desempregado pode isolar-se socialmente por conta do constrangimento de sua situação. Sendo assim, pode não sair de casa ou não fazer mais as coisas que gostava, além de se sentir inútil, confuso ou sobrecarregado.

“Ser desempregado é realmente uma das experiências mais difíceis, mais devastadoras que as pessoas passam”, disse Robert L. Leahy, diretor do Instituto Americano de Terapia Cognitiva e autor do livro “The Worry Cure” (“A Cura da Preocupação”, em tradução literal).

Como mudar esse quadro

Pelo que vimos até agora, estar desempregado vem com uma avalanche de outros problemas que, certamente, tem consequências na saúde. Então o que podemos fazer por quem passa por tal situação?

Os psicólogos sugerem que amigos e familiares de pessoas desempregadas procurem “sinais de alerta” para má saúde mental, especialmente depressão, como tristeza, falta de energia, insônia e irritabilidade. Alguns casos podem precisar de ajuda médica. Mas o apoio dos mais próximos é um dos fatores mais essenciais para superar essa fase.

Aos desempregados, a dica principal é: se permitir sentir tristeza. Como todo ser humano, você tem direito de se sentir infeliz. Mas não se afunde nessa infelicidade; ao invés de se desesperar e pensar que está tudo desmoronando, você pode ser mais pró-ativo e aproveitar ao máximo seu tempo livre.

Por exemplo, você pode se dedicar a conquistar novas habilidades e a criar uma rede de contatos. Aprender inglês, frequentar novos círculos sociais, fazer trabalho voluntário vão lhe tornar um profissional melhor e abrir caminhos para conhecer mais gente que possa lhe ajudar a conseguir um novo emprego.

Outra dica é se exercitar, já que o exercício físico libera hormônios e sensações em nosso corpo que melhoram nossa saúde física e mental. Dividir seu tempo também é útil: programar quando vai procurar um novo emprego, quando vai descansar, etc. Organização mantém a mente sã.

E, claro, você continua sendo uma pessoa como outra qualquer, com as mesmas necessidades básicas: permita-se se distrair um pouco, ter algum lazer. Ter boa autoestima também é fundamental para conseguir um emprego.

Por último, uma dica valiosa: ser flexível. Às vezes você não consegue um emprego na sua área, mas outras oportunidades, em coisas que você poderia ser muito bom, estão disponíveis. Considere voltar a estudar, aprender mais sobre carreiras que estão com bom mercado profissional, e explorar todos os seus dons em todas as atividades que você possa gostar ou seja capaz de dominar.