quarta-feira, 20 de junho de 2012

O que aconteceria se erradicássemos todas as doenças infecciosas?





Você talvez já tenha ouvido que a raça humana parou de evoluir, e que a civilização está deixando a nossa raça mais fraca, por que os indivíduos que seriam eliminados pela seleção natural continuam vivos e passam adiante seu DNA.

Já sabemos que a evolução continua agindo na raça humana. Mas, e sobre o enfraquecimento da raça? Será que as vacinas e remédios que temos estão deixando nossa espécie mais fraca, ou degenerando?

Você já pensou em um mundo sem doenças infecciosas? Nenhum vírus ou bactéria que matasse pessoas, fossem jovens ou velhos, e que todo mundo gozasse de boa saúde, no que tange a este aspecto da nossa vida? Nem HIV, nem gripe suína, nem HPV, nem tuberculose, nem nenhuma destas doenças que tem ceifado vidas desde sempre.

Segundo o epidemiologista matemático de Universidade Princeton (EUA), Nim Arinaminpathy, a eliminação de todas as doenças infecciosas talvez não fosse uma coisa completamente positiva, mas também não seria o fim do Homo sapiens.

O professor de microbiologia e imunologia da Universidade de Columbia (EUA), Vincent Racaniello, afirma que durante milhões de anos as doenças têm eliminado os membros mais fracos, mas no ocidente, pelo menos, o ser humano já é um tipo de animal “artificial“, já que existem muitas maneiras de interferir quando alguém fica doente. Caso contrário, veríamos as pessoas morrerem, enquanto a seleção natural favoreceria quem tivesse um sistema imune mais robusto. Só que a imunidade natural não é uma coisa essencial, segundo ele.

Não só isto: muitas doenças poderiam ser erradicadas sem que houvesse perda de robustez evolucionária. Por exemplo, não há nenhuma indicação que a influenza tenha algum papel na evolução humana, por que as pessoas que falecem de influenza geralmente são velhas, e para uma doença ter impacto evolucionário, ela tem que ceifar a vida dos mais geneticamente ‘fracos’ antes que eles tenham a chance de passar seu DNA adiante.

Por outro lado, a malária atinge os mais jovens, matando crianças com sistemas imunes fracos, mas esta sobrevivência do mais apto não é desejável – existem lugares na África onde a malária é tão séria que há crianças que estão quase que constantemente doentes, saindo de uma infecção para outra, em um ciclo contínuo. São crianças que não conseguem estudar ou mesmo aprender, e não conseguem ter uma vida produtiva. Erradicar a malária aumentaria os níveis de educação nos países onde ela é endêmica, e a produtividade das pessoas. O mesmo pode ser dito da AIDS.

Em outras palavras, as doenças resultam em pobreza. E mesmo que a erradicação de doenças como malária, tuberculose, AIDS e outras pragas tropicais implique em um aumento de população em áreas onde as taxas de natalidade já são altas e há crises de alimentação, estes problemas serão bem mais fáceis de lidar em uma sociedade sem doenças.

Mas ainda existe uma questão em aberto. Será que as viroses e outras doenças não ajudaram de alguma forma o crescimento e desenvolvimento do nosso metabolismo, ou mesmo nossos órgãos? Os cientistas não têm certeza sobre isso.

Recentemente, descobrimos que a consequência do uso dos antibióticos é que quando você se livra das bactérias boas nos intestinos, começa a desenvolver doenças autoimunes, como alergias. E ainda não estamos tão avançados na compreensão das viroses. “O que as viroses fazem por nós?”, questiona Racianello.

Mesmo assim, podemos sobreviver com alergias, e com algumas viroses benignas que pegam carona em nossos corpos e podem estar servindo a um outro papel, que não entendemos direito ainda. Será que um mundo em que os bebês estão permanentemente imunes contra a gripe, resfriado, HPV e tudo o mais será realmente melhor?

Como sempre, devemos ter cuidado com o que desejamos. Livrar o mundo das doenças pode ser uma coisa boa na maior parte dos aspectos, “mas existem perguntas interessantes que surgem quando você começa a arranhar a superfície das doenças”, conclui Arinaminpathy.


Fonte: http://hypescience.com


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Como elaborar Projeto Cultural: Súmulas vigentes no #MinC (#salicweb): As súmulas tem respaldo legal no art. 43 do Decreto nº 5.761/2006, segundo o qual “ o funcionamento da Comissão Nacional de Incentivo à Cult...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Meditação modifica seu cérebro em apenas um mês.




No meio da loucura da sociedade moderna, a meditação tem ganhado um status interessante como forma de combater o estresse e melhorar a qualidade de vida. A ioga também cresceu como atividade, justamente por promover um bem-estar espiritual.

Com isso, muitos estudos sobre a meditação foram realizados, para saber, cientificamente, como ela poderia nos beneficiar.
E os resultados, até agora, tem sido maravilhosos: pesquisas mostraram que a meditação alivia a dor,aumenta a nossa capacidade de atenção, melhora nosso sistema imunológico e representa uma maior conexão entre o corpo e a mente do que até mesmo a dança.

Isso tudo tem a ver, então, com a forma como a meditação altera nosso cérebro. Foi o que revelou um novo estudo, uma revisão de pesquisas anteriores sobre a meditação, que descobriu que após quatro semanas de prática (o que equivalente a apenas 11 horas) de meditação nosso cérebro sofre mudanças físicas observáveis.

Os cientistas analisaram os resultados de dois estudos de 2010, um com 45 estudantes da Universidade de Oregon (EUA), e outro com 68 estudantes da Universidade de Tecnologia de Dalian (China).

Durante esses estudos, os participantes praticaram treinamento integrativo de mente e corpo (TIMC), um tipo de meditação intensa. Eles foram submetidos, também, a ressonâncias magnéticas do cérebro.

Após duas semanas de prática, os participantes apresentaram uma maior densidade de axônios, ou fibras nervosas, no cérebro. Ao ficarem mais densas, as fibras nervosas, também chamadas de “substância branca”, aumentaram o número de conexões cerebrais de sinalização.

Após um mês de prática, além do aumento de densidade das fibras nervosas, foi observada também nos participantes a expansão da mielina, um isolamento de proteção gordurosa que envolve as fibras nervosas.

Esses efeitos foram vistos na região do córtex cingulado anterior do cérebro, que ajuda a regular o comportamento. A atividade nesta parte do cérebro está associada a várias doenças mentais, como déficit de atenção, demência, depressão e esquizofrenia.

A mudança nessa parte do cérebro afetou os participantes de forma positiva: eles apresentaram melhoras no humor, níveis reduzidos de raiva, ansiedade, depressão e fadiga, além de níveis mais baixos de cortisol, o hormônio do estresse.

Essa não é a primeira vez que um estudo descobre que a meditação afeta o cérebro, já que um estudo de 2011 também ligou a prática ao aumento da massa cinzenta no hipocampo, uma área do cérebro importante para o aprendizado e a memória.

Aplicações

Segundo os pesquisadores, a meditação pode ser utilizada para combater doenças mentais. A meditação é uma intervenção simples e barata com potencial para melhorar ou prevenir transtornos do cérebro.

“As descobertas deste estudo são notícias boas para todos nós. Se tão pouco quanto 11 horas de treinamento da mente melhora nosso cérebro, essa atividade acessível a qualquer pessoa a qualquer momento pode nos ajudar a desfrutar de mais clareza mental e estabilidade emocional em nossas vidas”, comentou a neurocientista Elena Antonova, do Instituto de Psiquiatria do Kings College London (Inglaterra).


Fonte: http://hypescience.com


Amor de pai é uma das principais influências na personalidade humana.




Branco, negro, gordo, magro, católico, protestante, rico, pobre. Não importa quantos fatores sociais, econômicos, culturais ou religiosos difiram entre as pessoas, nós todos temos algo em comum: viemos ao mundo graças a um pai e uma mãe, e o amor deles por nós faz toda a diferença na nossa vida.

Segundo um novo estudo, ser amado ou rejeitado pelos pais afeta a personalidade e o desenvolvimento de personalidade nas crianças até a fase adulta. Na prática, isso significa que as nossas relações na infância, especialmente com os pais e outras figuras de responsáveis, moldam as características da nossa personalidade.

“Em meio século de pesquisa internacional, nenhum outro tipo de experiência demonstrou um efeito tão forte e consistente sobre a personalidade e o desenvolvimento da personalidade como a experiência da rejeição, especialmente pelos pais na infância”, disse o coautor do estudo, Ronald Rohner, da Universidade de Connecticut (EUA). “Crianças e adultos em todos os lugares tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se sentem rejeitados por seus cuidadores e outras figuras de apego”.

E como elas se sentem? Exatamente como se tivessem sido socadas no estômago, só que a todo momento. Isso porque pesquisas nos campos da psicologia e neurociência revelam que as mesmas partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas também são ativadas quando elas sentem dor física. Porém, ao contrário da dor física, a dor psicológica da rejeição pode ser revivida por anos.

O fato dessas lembranças – da dor da rejeição – acompanharem as crianças a vida toda é o que acaba influenciando na personalidade delas. Os pesquisadores revisaram 36 estudos feitos no mundo todo envolvendo mais de 10.000 participantes, e descobriram que as crianças rejeitadas sentem mais ansiedade e insegurança, e são mais propensas a serem hostis e agressivas.

A experiência de ser rejeitado faz com que essas pessoas tenham mais dificuldade em formar relações seguras e de confiança com outros, por exemplo, parceiros íntimos, porque elas têm medo de passar pela mesma situação novamente.

É culpa do pai, ou é culpa da mãe?

Se a criança está indo mal na escola, ou demonstra má educação ou comportamento inaceitável, as pessoas ao redor tendem a achar que “é culpa da mãe”. Ou seja, que a criança não tem uma mãe presente, ou que ela não soube lhe educar.

Porém, o novo estudo sugere que, pelo contrário, a figura do pai na infância pode ser mais importante. Isso porque as crianças geralmente sentem mais a rejeição se ela vier do pai.

Numa sociedade como a atual, embora o nível de igualdade de gênero tenha crescido muito, o papel masculino ainda é supervalorizado e muitas vezes vêm acompanhado de mais prestígio e poder. Por conta disso, pode ser que uma rejeição por parte dessa figura tenha um impacto maior na vida da criança.

Com isso, fica uma lição para os pais: amem seus filhos! Homens geralmente têm maior dificuldade em expressar seus sentimentos, mas o carinho vindo de um pai, ou seja, a aceitação e a valorização vinda da figura paterna, pode significar tudo para um filho, mesmo que nenhum dos dois saiba disso ainda.

E para as mães, fica outro recado: a próxima vez que vocês forem chamadas à escola por causa de algo que o pimpolho aprontou, tenham uma conversa com o maridão. Tudo indica que a culpa é dele! Brincadeiras à parte, problemas de personalidade, pelo visto, podem resolvidos com amor de pai. E quer coisa mais gostosa?[


Fonte: http://hypescience.com


Porque gostamos de Rock and Roll.




Porque o rock traz a tona o “animal” que há em todos nós. Pelo menos em alguns casos, como a versão distorcida do hino nacional americano de Jimi Hendrix de Woodstock em 1969.

Segundo um novo estudo da Universidade da Califórnia (Los Angeles, EUA), certas alterações repentinas de tom e frequência em uma música acionam os mesmos mecanismos emocionais em nós que os sinais de alerta de perigo nos animais.

Quando os animais sinalizam perigo, eles forçam uma grande quantidade de ar através da sua caixa de voz muito rapidamente, produzindo um efeito dissonante projetado para capturar a atenção e provocar uma resposta emocional em outros animais.

Sendo assim, a música de Hendrix, bem como trilhas sonoras de filmes de terror como o som estridente da cena do chuveiro em Psicose (filme de 1960 de Alfred Hitchcock), provocam reações fortes nas pessoas (aliás, estudos indicam que as partituras musicais que acompanham clássicos de terror e drama tendem a imitar sons que naturalmente afligem as pessoas, como ruídos estáticos ou gritos).

E eis aqui uma curiosidade: como esses sons são também associados ao perigo, essas fortes reações incluem geralmente emoções negativas, como sentimento de raiva, tristeza, medo. Faz sentido, não?

“Esse estudo ajuda a explicar porque a distorção do Rock and Roll anima as pessoas: ela traz à tona o animal em nós. Os compositores têm conhecimento intuitivo do que parece assustador, sem saber por quê. O que eles geralmente não percebem é que estão explorando nossas predisposições de ficar excitado e ter emoções negativas ao ouvir determinados sons”, explica Greg Bryant, autor do estudo.

Me peguei até pensando na imagem que o rock tem: de algo muitas vezes sombrio, triste, violento, invocando até um certo preconceito em relação aos amantes do estilo, considerados “do mal” por alguns.

Aliás, um estudo da Universidade de Cambridge (Reino Unido) confirmou que as pessoas fazem suposições sobre a personalidade e valores dos outros com base nas suas preferências musicais.

O rock tem muitos fãs, mas quem sabe essa “tendência à negatividade” não esteja prejudicando um pouco o estilo musical. Genericamente, o nosso cérebro tem tendência a gostar mesmo é de música clássica; segundo pesquisa do biólogo Nicholas Hudson, as pessoas tendem a gostar de músicas que soam “complexas” aos ouvidos, mas que são “decifráveis” e facilmente “compactadas” pelo cérebro, exatamente como as composições eruditas.

Mas, voltando à famosa pesquisa de Cambridge, aqueles que gostam de música clássica são vistos como feios e tediosos (é mole?), enquanto roqueiros são considerados emocionalmente instáveis e fãs de pop são vistos como pessoas “genéricas” (claro, afinal, são músicas “pop” porque são “populares” e “todo mundo” ouve. É nessa hora que um “emocionalmente instável” se irrita).


A pesquisa

No estudo, várias peças de 10 segundos de música original foram compostas, projetadas para serem genéricas e emocionalmente neutras, ou começarem devagar e em seguida distorcerem de repente.

Estudantes voluntários acharam as músicas distorcidas mais emocionantes e mais carregadas de sentimento negativo.

Em um estudo paralelo, os pesquisadores colocaram as mesmas composições em clipes de vídeo emocionalmente neutros, com pessoas caminhando ou tomando café. Um outro grupo de voluntários viu os vídeos e não achou a música distorcida mais excitante, mas a percebeu como mais negativa, mostrando que imagens não neutralizam o conteúdo emocional da música.


Fonte: http://hypescience.com


Arte mais antiga do mundo é (re)descoberta.




A arte rupestre que você confere na foto acima pode revolucionar nossa compreensão da história, cultura e evolução. Ela já era considerada a arte mais antiga do mundo, mas uma pesquisa da Universidade de Bristol, na Inglaterra, revelou que ela foi feita antes mesmo do que acreditávamos, há pelo menos 40,8 mil anos – entre 5 mil e 10 mil anos mais cedo do que a crença anterior.

Isso não significa apenas que cientistas estão avançando nas técnicas de datação, mas coloca em questão quem fez a arte rupestre: o homem moderno ou Neandertais? Antes, os desenhos mais antigos conhecidos eram atribuídos a humanos, já que eles chegaram à região 41,5 mil anos atrás.

Os Neandertais, por sua vez, viveram na Espanha até, pelo menos, 42 mil anos atrás. Se essas pinturas forem mais antigas do que esse período, pode-se concluir que os autores da arte são os nossos parentes distantes, os Neandertais. Isso é possível porque a datação obtida pelos cientistas dá apenas a idade mínima e não a máxima dos desenhos. Até pouco tempo, os arqueólogos viam os neandertais como seres incapazes de criar obras artísticas mais avançadas do que marcações abstratas ou ornamentação pessoal.

Os cientistas continuam fazendo análises para chegar a uma resposta mais aproximada da realidade e descobrir quem, afinal, foi o autor desses desenhos. Enquanto isso, a dúvida continua.

No estudo foram analisadas 50 pinturas em 11 cavernas da Espanha, incluindo as cavernas de Altamira, El Castillo e Tito Bustillo, consideradas patrimônios da humanidade pela UNESCO. Os pesquisadores descobriram a idade da arte rupestre usando o método de datação por urânio-tório. A pesquisa introduz um avanço significativo nas técnicas de datação. Utilizando o método urânio-tório, pesquisadores chegaram a datas mais confiáveis do que através de técnicas de radiocarbono.


Fonte: http://hypescience.com


Já conseguimos sair do Sistema Solar!




Nunca chegamos tão longe… literalmente! Enquanto você lê esta matéria, a nave Voyager 1, construída pela NASA e lançada a 35 anos, está a impressionantes 17.970.000.000 (quase 18 bilhões de) quilômetros da Terra – até mais, na verdade, pois viaja a 10 quilômetros por segundo.

Firme e forte, a Voyager 1 continua lançando sinais de rádio para cá, recebidos (16 horas depois) com entusiasmo por astrônomos nos Estados Unidos. Na semana passada, os sinais indicaram que a nave está finalmente saindo da heliosfera (a “fronteira” do nosso sistema solar). A entrada nessa região, para você ter uma ideia, foi em 2004.

É a primeira vez que um artefato humano chega tão longe. “Nós estudamos todos os dias os dados obtidos. Estamos lidando com algo nunca antes visto”, disse o cientista Edward Stone.

O que há para além da heliosfera? Quase um vácuo absoluto, povoado por alguns cometas que, sabe-se como, ainda orbitam o sol. Ou haverá mais do que isso? Façam suas apostas!


Fonte: http://hypescience.com



quarta-feira, 13 de junho de 2012

Será que a estranha física quântica governa a vida?


A física quântica estuda as coisas pequenas, muito pequenas – sistemas físicos cujas dimensões são próximas ou abaixo da escala atômica, ou seja, moléculas, átomos, elétrons, prótons e outras partículas subatômicas.

A mecânica quântica, então, representa um conjunto de regras que governa o comportamento de partículas subatômicas. Essas partículas, como já falamos, são minúsculas, e podem viajar através das paredes, podem se comportar como ondas e podem permanecer conectadas através de grandes distâncias.

Apesar da quântica ser um ramo da física que lida com tais coisas microscópicas, muitos cientistas acreditam que ela também pode descrever fenômenos macroscópicos. É o que foi discutido no Festival Mundial de Ciência, em Nova York (EUA), dia 1 de junho.

Segundo os cientistas, um crescente conjunto de provas mostra que a mecânica quântica está envolvida em processos biológicos como a fotossíntese, a migração das aves, o sentido do olfato e possivelmente até mesmo a origem da vida. E, se toda a vida é feito de átomos e outras partículas pequenas, nada mais justo, não?

Quântica grande

Os pesquisadores achavam que as peculiaridades da física quântica não afetavam objetos macroscópicos, porque esses são muito quentes e úmidos para suportar delicados estados quânticos.

Mas fomos surpreendidos novamente: a natureza sempre dá um jeito de aproveitar as leis do universo a seu favor. “A vida é feita de átomos e os átomos se comportam de forma quântica”, disse o cosmólogo Paul Davies, da Universidade Estadual do Arizona, EUA. E não é que é verdade? Sendo assim, a biologia pode usar um pouco de quântica.

O caso dos pássaros migratórios e o caso do olfato

Se você mora em uma aérea cheia de aves migratórias, pode ver, todo ano, as exatas mesmas aves. Isso porque esses animais têm um excelente senso de navegação e direção. Não importa o quão longe eles viajem, eles podem voltar não somente para a mesma região, mas para o exato mesmo lugar onde estavam inicialmente.

E como eles conseguem tal façanha? Os cientistas apostavam que os pássaros se localizavam com base no campo magnético da Terra. Mas como eles fazem isso? Eles têm um “órgão magnético” que sente esse campo?

Não. Os pássaros tem uma carta em sua manga: o entrelaçamento quântico, ouemaranhamento. O entrelaçamento é a forma como dois objetos ficam conectados mesmo que estejam a grandes distâncias. A ação de um afeta o outro.

Claro que isso é normalmente visto em partículas subatômicas – elas compartilham características mesmo que separadas. E como os pássaros podem se aproveitar esse processo?

Segundo cientistas, isso é possível nas aves graças a uma proteína dentro de suas células, chamada criptocromo.

Nós também temos essas proteínas, mas em uma forma diferente. Nas aves e em insetos como a mosca da fruta, a criptocromo-1 regula a orientação. Nos humanos, a criptocromo-2 tem ligação, por exemplo, com nosso “relógio biológico”.

Agora, uma nova teoria diz que essa proteína dá um impulso de energia em um dos elétrons de um par emaranhado nos pássaros, separando-o de seu parceiro. Em sua nova localização, o elétron experimenta uma magnitude ligeiramente diferente do campo magnético da Terra, o que altera o spin (giro) do elétron.

Com essas informações, os pássaros constroem uma espécie de “mapa interno” do campo magnético da Terra, e podem definir sua posição e direção. A teoria ganhou apoio de uma recente experiência com moscas da fruta, que, quando ficaram sem criptocromo, perderam a sua sensibilidade magnética. Louco, mas plausível.

Outro mistério que recorre à física quântica para explicação é o sentido do olfato. Antes, cientistas pensavam que nós reconhecíamos os odores porque cada molécula aromática tem uma forma, que, quando entra no nosso nariz, se liga a receptores que as reconhecem.

Só que alguns cheiros têm moléculas de formas idênticas, mas odores completamente diferentes por causa de uma pequena alteração química (por exemplo, um único átomo de hidrogênio na molécula é substituído por uma versão mais pesada conhecida como deutério).

Apesar de afetar o peso da molécula, isso não altera a sua forma, mas muda seu odor. Como sabemos a diferença? A teoria reside na capacidade de partículas quânticas de agirem como ondas. “A teoria é que mesmo que a forma da molécula seja a mesma, como sua química mudou ligeiramente, vibra de uma forma diferente. E este tipo de natureza ondulatória, que é um tipo puramente quântico de efeito, faz com que o receptor no nariz seja capaz de perceber a diferença”, diz Seth Lloyd, engenheiro mecânico do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA).

Sendo assim, alguns pesquisadores estão apostando todas as suas fichas na física quântica para explicar todo tipo de mistério que cerca a biologia, inclusive o início do início da vida. Como surgiu a vida da “não vida”, do nada?

A vida é um estado distinto da matéria, portanto, há cientistas que creem que essa distinção seja quântica. Por outro lado, há os que pedem cuidado: nem tudo que é envolto em dúvida e mistério é sinônimo de física quântica. O que você acha?


Fonte: http://hypescience.com






Nova descoberta promete vacina contra HIV.



Você se lembra do “paciente de Berlim”? Em 2007, um americano chamado Timothy Brown, que estava morando na Alemanha, recebeu um transplante de medula óssea como tratamento para leucemia mieloide aguda (um tipo de câncer de sangue) e acabou sendo curado do vírus HIV, da Aids.

Em 2010, ainda sem nenhum sintoma da doença grave que afeta cerca de 34 milhões de pessoas no mundo todo, Timothy foi confirmado como a primeira pessoa no globo a ser curada da Aids.

O que aconteceu foi que a medula óssea que ele recebeu veio de um doador com resistência natural à infecção por HIV.

Pouquíssimas pessoas no mundo todo são resistentes à Aids, ou seja, não podem pegar a doença sexualmente transmissível. A mutação, chamada de delta 32, aparece em apenas cerca de 1% das pessoas descendentes de europeus do norte – o percentual é ainda muito menor em pessoas de outras “raças” -, sendo que os suecos são os candidatos mais prováveis.

Pessoas com mutação de delta 32 não tem o coreceptor CCR5. A variedade mais comum da Aids usa o CCR5 como “entrada” no corpo, para que o vírus comece a infectar as células do paciente. Sendo assim, as pessoas que não tem o CCR5 são quase completamente protegidas contra o HIV.

Então, temos a cura da Aids?

A cirurgia foi um sucesso para Timothy, mas os médicos não podiam bradar em todos os cantos que tinham descoberto a cura da Aids. Isso porque o procedimento que curou o paciente de Berlim não pode ser usado em larga escala para curar todos os doentes do mundo. Para encontrar um compatível para ele, por exemplo, os médicos testaram 70 doadores de medula óssea.

Se já é difícil encontrar um doador de medula óssea compatível com o paciente que a vai receber, imagine então encontrar um que também seja resistente à Aids (o que, já vimos, são poucas pessoas).

Mas existem algumas esperanças. Por exemplo, o Dr. Lawrence Petz diz que essa “compatibilidade” entre doador e receptor em transplantes de cordão umbilical não precisa ser tão próxima.

O transplante de Brown foi mais complicado porque as células estaminais do sangue vieram de um doador adulto. “Quando você faz transplantes de células-tronco, você tem que ter uma compatibilidade muito estreita entre doador e receptor. Com o sangue do cordão umbilical, não precisamos de uma compatibilidade tão grande. É muito mais fácil encontrar doadores”, explica Petz.

Mesmo assim, não jorram doadores. De 17.000 amostras de sangue de cordão umbilical, Petz e seus colegas encontraram somente 102 com a mutação genética resistente à Aids. Um banco de dados está sendo formado, mas isso vai demorar um tempo.

Petz acredita no transplante de sangue de cordão umbilical, e já realizou um em um paciente aidético na Holanda, há algumas semanas. Outro transplante deve ser feito em um paciente na Espanha no final deste mês. Esses pacientes também tinham alguma condição subjacente que requer o transplante.

Apenas daqui alguns meses a equipe vai saber se o transplante funcionou, ou seja, se fez alguma diferença no HIV dos pacientes, mas Petz está esperançoso.

A vacina contra a Aids

Ainda assim, muitos pesquisadores acreditam que o melhor jeito de combater a doença seria estudar as pessoas resistentes ao vírus para desenvolver uma vacina que pudesse tratar a Aids de forma geral.

E tal vacina parece estar mais perto de se tornar real. Cientistas dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Alemanha descobriram uma cepa de linfócitos T citotóxicos (CTLs) – células capazes de combater o vírus da Aids – que tem moléculas chamadas receptores, que podem identificar células sanguíneas infectadas pelo HIV e atacá-las.

As pessoas resistentes à Aids (uma em cada 300, mais ou menos) conseguem combater o vírus usando essas células. E, ao analisar a forma como elas funcionam, os pesquisadores acreditam que podem desenvolver uma vacina para tratar a doença.

Os cientistas explicaram que as vacinas produzidas até agora não estavam funcionando porque não continham o tipo certo de células “assassinas” do vírus. Eles sabiam que as pessoas com Aids possuíam CTLs, o problema era porque elas não estavam ajudando a combater a doença; agora, eles descobriram que é porque elas precisam ser de um tipo em especial, que é melhor em matar o HIV.

Então, essa é a boa notícia. A ruim é que, apesar dos cientistas terem encontrado e identificado as células assassinas “boas”, eles ainda não sabem como gerá-las, que é o próximo passo da pesquisa.


Fonte: http://hypescience.com


Ser exposto a coisas incríveis torna você uma pessoa melhor.



Qual foi a última vez que você viu alguma coisa que realmente te surpreendeu? Presenciar cenas incríveis – aquelas que nos deixam maravilhados, admirados, de boca aberta – ajuda a nos tornar pessoas melhores, de acordo com um novo estudo da Universidade Stanford (EUA).

Se surpreender com as maravilhas que existem no mundo já é uma algo fascinante por si só. Agora, pesquisadores descobriram que esse sentimento de grande admiração traz benefícios ao corpo, melhorando a sensação de bem-estar e levando as pessoas a se comportarem de maneira mais altruísta e menos materialista.

Você pode começar a ver coisas incríveis já. Que tal conferir um belíssimo vídeo com as lindas criaturas que vivem no mar? Você também pode viajar ao redor de nosso planeta, com imagens incríveis filmadas da Estação Espacial Internacional.

Sim, ver coisas fascinantes por fotos, televisão ou internet também provocam efeitos positivos no nosso corpo. Mas os pesquisadores deixam claro: os benefícios são muito maiores se presenciarmos coisas incríveis no momento em que elas acontecem, com nossos próprios olhos e longe de telas de computador. Se você estiver vendo uma coisa incrível pela primeira vez, como um lugar belíssimo ou um eclipse solar, por exemplo, vai se surpreender ainda mais e sentir emoções mais positivas.

Na próxima vez que sua família ou amigos te chamarem para uma experiência nova, como fazer uma trilha ou escalar um morro, não pense duas vezes. Aproveite as companhias, as maravilhas que existem ao nosso redor e, de quebra, você ainda pode se tornar uma pessoa melhor.

Fonte: http://hypescience.com



sábado, 9 de junho de 2012

Lago supersalgado parece milkshake de morango.


A foto acima é do Lago Retba, que fica no Senegal, na África ocidental. Porque ele é rosa? Porque suas águas, assim como o Mar Morto, têm altos níveis de sal. Algumas áreas contêm uma concentração de 40% de sal.

Espera aí, mas o que tem a ver o sal com a cor rosa? Não é uma relação direta. É que o Retba está infestado com um organismo – uma microalga marinha – chamado Dunaliella salina que ama sal. Adaptada para meios com alta concentração de sal, essa microalga produz um pigmento vermelho que absorve e utiliza a luz solar para criar mais energia, deixando a água com esse tom rosa.

A Dunaliella salina é considerada a comida mais densamente nutritiva do mundo. Por causa de sua capacidade de produzir grande quantidade de carotenoides (pigmento), é utilizada em produtos cosméticos e suplementos dietéticos.

A cor de milkshake de morango do lago fica mais visível em estações secas. Ao norte da península de Cap Vert, no Senegal, trabalhadores locais passeiam pelo lago de três metros todos os dias para coletar minerais de suas águas. Essa tarefa, aliás, é bem fácil, já que flutuar nesse lago – também como no Mar Morto – é moleza, devido justamente à alta concentração de sal.

Eles processam os minerais antes de vendê-los, que formam pilhas e pilhas na costa do Retba.

O único problema é que todo esse sal encontrado no lago pode ser prejudicial à pele. É por isso que os nativos, bem como os pesquisadores, revestem o corpo com manteiga de karité antes de entrar em suas águas, um regenerador celular natural que previne o envelhecimento da pele.

Segundo Michael Danson, especialista em bactérias extremófilas da Universidade de Bath, na Inglaterra, antigamente pensava-se que lagos como o Retba e o Mar Morto eram “incompatíveis com a vida” por conta do ambiente salgado, mas eles na verdade são muito vivos. É o que a Dunaliella salina vem tentando dizer, com seu presente colorido as águas senegalesas.


Fonte: http://hypescience.com


Um jeito inovador de emagrecer.


Aproveite essa dica excelente já que estamos no inverno: um novo estudo sugeriu que dar uma caminhada no frio após uma refeição pode levar a perda de peso.

Isso acontece porque o frio ativa a produção de gordura marrom (a “gordura boa”), que é encontrada naturalmente no nosso corpo, e consome calorias para produzir calor. Ou seja, quando as pessoas estão em um ambiente gelado, a gordura marrom entra em ação, queimando nossas calorias para nos esquentar.

E, caso você esteja com medo de ficar doente por conta de sair de casa com tempo frio, saiba que ofrio não é responsável, sozinho, por causar doenças como o resfriado, por exemplo. O que acontece é que no frio as pessoas costumam passar mais tempo em ambientes fechados e a transmissão de vírus fica mais fácil. Também, alguns tipos de vírus da gripe se multiplicam mais facilmente no frio.

Então, na verdade você pode estar até mais seguro no exterior. Mas se agasalhe bem, porque hipotermia, sim, é um perigo real.

O frio e a gordura marrom

Os cientistas já conheciam um tipo de relação entre a gordura marrom e o frio, por conta de um processo chamado termogênese (que equilibra a temperatura do nosso corpo), com o qual ela está envolvida, por produzir muito calor. Os animais que hibernam, por exemplo, geralmente têm bastante gordura marrom.

Nos seres humanos, ela é importante principalmente nos primeiros meses de vida, pois protege o recém-nascido do frio excessivo. Quando a gordura marrom é estimulada pelo sistema nervoso simpático, presente nas terminações nervosas em torno das nossas células, oxida-se facilmente, gerando energia em forma de calor.

A descoberta de que a gordura marrom pode ser ativada somente pelo frio e levar a perda de calorias foi um pouco “acidental”.

O Dr. Aaron Cypess, do Joslin Diabetes Center, clínica que pesquisa a diabetes em Boston, EUA, e sua equipe queriam saber se a droga efedrina podia funcionar como um gatilho para a produção de gordura marrom, e a resposta a isso foi que não.

Os participantes do estudo receberam ou efedrina ou placebo, e todos usaram um colete para esfriar o corpo, no qual circulava água a cerca de 14 graus Celsius. Eles usaram os coletes de refrigeração por duas horas, enquanto a atividade de gordura marrom era medida.

Todas as pessoas queimaram o mesmo número de calorias, mas os pesquisadores descobriram “que a efedrina não estava usando a gordura marrom para queimar caloria”, como explicou o Dr. Cypess. Segundo ele, ambos os métodos tiveram efeitos no sistema nervoso simpático, que ativa a resposta de “luta ou fuga” do organismo, como o aumento da pressão arterial. Mas só o frio ativou a gordura marrom.

Essa foi uma ótima descoberta, pois significa que os pesquisadores podem encontrar uma maneira de explorar o frio sem os efeitos colaterais associados com drogas para combater a obesidade. Por exemplo, a efedrina pode causar boca seca, insônia, dor de cabeça, ansiedade, além de outros efeitos mais sérios, geralmente relacionados ao abuso da droga ou devido à pré-disposição a doenças do coração.

O Dr. Cypess acredita que um método de combate pode ser simplesmente projetar coletes de refrigeração parecidos com o do estudo para ajudar as pessoas a perder peso.

O próximo passo da pesquisa é descobrir se o colete pode ajudar as pessoas a perderem tanto peso quanto o exercício físico. Para tanto, os participantes terão que usá-lo por semanas. Então, antes de começar a morrer de frio por aí, espere para ter certeza de que a façanha funciona!


Fonte: http://hypescience.com